
Apresentação
Terezinha Azerêdo Rios
O leitor vai encontrar, no início de cada um dos artigos que compõem este livro uma “historinha”, que lança uma provocação para a conversa que vai se seguir. Provocada por essas historinhas, não posso deixar de contar a minha:
Eu recebi, há muito tempo, um texto que se atribuía a Jorge Luis Borges e que começava assim:
“Se eu pudesse viver outra vez, eu cometeria mais erros…”
E seguia dizendo que faria uma porção de coisas que havia deixado de fazer por serem, de certa forma, consideradas erradas.
Adorei o texto e resolvi reproduzi-lo para partilhar com os amigos. Pois bem, comecei a datilografar (sim, foi há muito tempo mesmo!) e logo na segunda linha errei ao escrever a palavra “mais” – escrevi “masi”. Imediatamente, fui puxando a folha para tirá-la da máquina e então… me dei conta de que eu tinha pensado que era uma beleza essa história de nos dispormos a cometer mais erros, mas… o que eu tinha aprendido mesmo é que o importante era não cometer erros, nem que fossem só de datilografia!
Pois é, o que se encontra na conversa aqui proposta é um alerta no sentido de estarmos atentos para o que dizemos (e supomos que pensamos) e o que fazemos, no cotidiano de nosso trabalho de professores, quando se trata de avaliar esse trabalho e o trabalho dos alunos. Não estou falando apenas dos exercícios, dos “problemas”, dos testes e das provas que se propõem – refiro-me à avaliação em seu sentido mais amplo, que é o olhar curioso e rigoroso para todo o processo pedagógico que se desenvolve na escola. Um olhar abrangente, que procura levar em conta todos os aspectos daquilo que se avalia e todos os pontos de vista de que se pode avaliar. Um olhar profundo, que não se contenta com a superfície, que busca fundamentos. Um olhar sensível, que considera as contradições, próprias do ser humano, na construção cotidiana de sua aprendizagem e do conhecimento.
Não se trata de dizer que “herrar é umano”, absolutamente! Nós queremos acertar! O desafio – esse, sim, demasiadamente humano – é reconhecer a dificuldade de definir, em grande parte das situações que vivenciamos, o que é efetivamente o acerto, o que está realmente certo.
Uma coisa é certa: aceitando a provocação dos autores, os leitores não deixam de correr o risco de errar. Mas vão ampliar a reflexão e, tomara!, alargar seu caminho de ensinantes-aprendizes.
Recém terminado o Conselho de Classe, e lendo a apresentação desse livro, a conclusão é de que realmente temos que ampliar a reflexão sobre reconhecer a dificuldade que temos em definir o que é, com certeza, acerto - o certo, focando o processo pedagógico desenvolvido na escola. Avaliar vai muito mais além dos testes/provas.
Gostaria muito de ler o livro, quem sabe ajudará a perceber mais aspectos que deverão ser levados em conta no momento das decisões das aprovações ou reprovações
Conscientizar o aluno dos erros ou induzi-los a esta descoberta é uma forma muito gratificante de aprendizagem,com a gartantia de internalizar o acerto pra sempre.
O processo comum do acerto é passar quase sempre pelo erro,e a consciencia disso leva a uma aprendizagem jamais esquecida.
Experiencia de resultados obtidos por mim em estudos e em escola da cidade do Recife no ano de 2003.
Atualmente sou professora da rede publica do Governo do Distrito Federal e tenho ampliado meus estudos no referido tema.
Boa noite, sou do Rio de Janeiro, e ouvi boas referência sobre o livro em questão, já procurei em diversas livrarias e aqui não trabalha com essa editora. Como poderei adquirir um exemplar? Aguardo respostas