Educação Profissional e Tecnológica

É através de reportagens, entrevistas e principalmente de experiências bem sucedidas que, nesta edição, a revista da prática pedagógica resolveu levar a você uma edição completa sobre “Educação Profissional e Tecnológica”.

Confira as entrevistas na íntegra

 

Conheça nossa Promoção para essa edição:

 

 

Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego

Em um momento de crescimento econômico acelerado e de carência de mão de obra no nível técnico, a formação profissional e tecnológica tornou-se absolutamente estratégica no Brasil. O Programa “Qualificar” do Instituto Randon (Empresas Randon), SENAI-PR, Colégio SESI-PR e os Institutos Federais são apenas alguns execelente exemplos.

 

 

A Educação Profissional e Tecnológica do SENAI deve enfrentar diversos desafios

Atualmente, não existem dúvidas de que a educação profissional pode fazer a diferença na implementação de políticas públicas que levem ao desenvolvimento sustentável do País. É nesse contexto que o SENAI apresenta-se como parceiro estratégico para o PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

 

Jogos para o Ensino de Matemática

É por meio de jogos que o projeto “Brincando e Aprendendo com Jogos de Oposição” tem como objetivo aumentar o interesse dos alunos no aprendizado de Matemática. Além do raciocínio lógico, os alunos estimulam a socialização, a interação e o respeito, ao mesmo tempo em que aprendem Matemática.

 

Capa

A solução para todos os problemas?

 

No Brasil, a Educação Profissional e a Tecnológica têm se mostrado como excelentes ferramentas de capacitação profissional. Conheça iniciativas que comprovam isso e inspire-se!

Muito se fala em mercado de trabalho saturado, profissionais despreparados e falta de mão de obra qualificada. Pouco se faz, porém, para mudar esse panorama… Espera aí, pouco se faz ou nós é que desconhecemos as possibilidades que existem para capacitar profissionais que desejem crescer?

 

Foi para responder essa e outras questões recorrentes ao assunto “Educação Profissional e a Tecnológica no Brasil” que a equipe da Revista Aprendizagem conversou com especialistas e personagens ativos no cenário profissionalizante brasileiro, e o que a gente descobriu, como você vai ver, é que oportunidades existem, basta procurar nos lugares certos.

 

Acompanhe as histórias a seguir e perceba como o problema definitivamente não está na falta de esforços das iniciativas pública e privada, mas sim na desvalorização – ou até mesmo desconhecimento – de práticas que podem melhorar a situação da capacitação profissional em nosso País.

 

Instituto Randon e o Programa Qualificar

 

Na vida educacional de um cidadão brasileiro, o roteiro comum inclui: Ensino Básico, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior. No entanto, no meio desse caminho ainda é possível encaixar ensino técnico e/ou profissionalizante, que em uma das fases mais difíceis da vida de um jovem (a adolescência, marco de definições importantes na sua personalidade e em seus objetivos de vida) ajuda(m) a clarificar quais são as rotas que ele poderá percorrer no futuro.

 

E esse é justamente um dos objetivos do Programa Qualificar, desenvolvido pelo Instituto Randon (das Empresas Randon) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Ca- xias do Sul (RS), e que tem como missão “preparar jovens para uma melhor inserção no mercado de trabalho através de uma formação técnica e humanística, promovendo a inclusão social”.

 

O programa, que surgiu em 2005, oferece atualmente três cursos: Mecânico de Usinagem, Montador de Componentes Automotivos e Mecânico de Manutenção. Os participantes, que precisam ter mais de 16 anos e estar cursando o Ensino Médio regular, são meninos e meninas filhos de funcionários das Empresas Randon e também membros da comunidade em que a companhia está inserida. Para conquistar uma vaga, eles passam por um processo seletivo que acontece uma vez por ano e é composto de duas etapas: na primeira, os candidatos são testados em suas habilidades de Português, Matemática e conhecimentos gerais, e na segunda passam por uma avaliação de perfil, entrevista coletiva e análise da família. Tudo para garantir que os selecionados estejam realmente preparados para aproveitar a oportunidade que lhes será dada.

 

Entre os principais diferenciais dos cursos do Programa Qualificar, Vanderlei Novello, gerente executivo da área de Recursos Humanos das Empresas Randon, destaca o fato de os alunos não aprenderem somente a parte técnica referente ao curso escolhido, mas também temas que agregam na formação como pessoa, como segurança e saúde ocupacional, meio ambiente, inglês e informática. “Nos preocupamos com o todo, por isso oferecemos uma formação completa para aqueles que participam dos nossos programas”, explica.

 

Expediente

Edição janeiro/fevereiro – 2012

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

Jornalista Responsável

Patrícia Goedert Melo -DRT 4490

 

Diagramação:

Ultra Web

 

Editora Melo

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Colaboraram nesta edição

Almério Melquíades de Araújo
Celso Antunes
Cláudio Ricardo Gomes de Lima
Claudio Silva
Décio Moreira
Deusa Martins Lobato
Dirceu Moreira
Ederson Halair Hammer
Elaine Bueno Silva
Fabiano Bachmann
Fernando Leme do Prado
Francisco Aparecido Cordão
Francisco Sales Rodrigues Brandão
Gabriel D’Espindula
Jeanine Rolim
Jeferson Guilherme Ferreira
José Eustáquio Romão
José Maia
José Rodolpho Bernardoni
Lane Primo
Léa Depresbiteris
Marcelo Martins
Mauricio Mendes
Natasha Schiebel
Ricardo Vieira da Silva
Rosane Lara
Taniama Vieira da Silva Barreto
Vanderlei Novello
Vasco Moretto
Veruska Agnesse Leal


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Sumário

EditorialEdição 25


Caro Leitor

 

Nesta edição de início de ano, convidamos você, leitor, a refletir sobre a Educação Profissional e Tecnológica. Dentre as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE) para até 2020, o Ministério da Educação aponta para a necessidade de estimular a oferta de vagas para o Ensino Profissionalizante, aos jovens e adultos que estão nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, além de duplicar as matrículas da Educação Profissional Técnica de nível médio.

 

Nesse sentido, o Governo Federal investe em programas, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), na expansão e aprimoramento da Rede Federal de Educação Profissional, seja no Sistema S (Senai, Sesi, Senac, Sesc, Sebrae, etc.), seja entre outras entidades educativas públicas e privadas. Todas essas instituições desenvolvem iniciativas para o crescimento econômico e social do País, para a melhoria da distribuição de renda, inclusão e justiça social aos trabalhadores.

 

A Revista Aprendizagem, nesta 28ª edição, reúne artigos de especialistas e educadores que tratam sobre vários aspectos da Educação Profissional e Tecnológica nos setores comercial, industrial e de serviços. Além disso, destaca ações de instituições que promovem o acesso de alunos à Educação Profissional e Tecnológica, nas várias regiões do Brasil, seja de forma presencial ou por meio da Educação a Distância (EaD), e na capacitação e formação de professores de educação profissional.

 

A reportagem de capa apresenta ao leitor o panorama do ensino profissionalizante, tecnológico e de Ensino Superior para a melhoria da capacitação profissional dos alunos. Aborda iniciativas como o Programa Qualificar, desenvolvido pelo Instituto Randon, na cidade de Caxias do Sul (RS) que, em parceria com o Senai, prepara jovens para a inserção no mercado de trabalho da região.Na entrevista, conversamos com o coordenador de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza (SP) e presidente do Fórum da Educação Profissional do Estado de São Paulo (Fepesp), Almério Melquíades de Araújo, sobre os incentivos e iniciativas para desenvolver o ensino técnico e de qualificação profissional, de nível médio e superior e mercado de trabalho.

 

Publicamos nesta edição, o artigo vencedor do Concurso Cultural “Dia Nacional da Alfabetização”, realizado no dia 14 de novembro, promovido pela Editora Melo e Futuro Eventos. Confira também a crônica de Celso Antunes, especialista em inteligência e cognição, que aborda questões ligadas à qualidade do ensino necessária para a preparação de mão de obra qualificada no Brasil.

 

 

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

Diretores

Gostaria de  Saber


O Governo Federal está investindo na educação profissional e tecnológica. Em sua opinião, quais as competências e habilidades necessárias aos educadores para que haja um crescimento constante nessas áreas?



Jurandir Santana dos Santos – SP

Inicialmente lembramos a evolução da educação profissional do Brasil. Um de seus ícones foi o Senai. Depois apareceram os Cefets agora transformados em Institutos. No início dessa trajetória, o foco era o desenvolvimento de habilidades, ou seja, preparava-se o profissional para saber fazer, ou seja, usar bem o torno, conhecer os diversos sistemas dos carros e consertá-los, soldar peças com eficácia, etc.

 

Nesse contexto nasceu o conceito de competência. O mundo profissional, estimulado por rápidas e profundas mudanças tecnológicas, exigiu de seus atores a capacidade de saber agir em contextos novos e não apenas saber fazer, repetindo modelos aprendidos no período de formação.

 

Para o conceito de competência adotamos Le Boterf e Perrenoud: “Competência é a capacidade de um sujeito mobilizar recursos visando resolver situações complexas”. De acordo com Edgard Morin, chamamos situações complexas aquelas cuja solução exige que vários recursos sejam mobilizados ao mesmo tempo. Esses recursos são incorporados à pessoa (conhecimentos, habilidades, recursos emocionais, experiências, etc.), ou objetivados (máquinas, documentos, internet, banco de dados, etc.).

 

Pensemos na situação complexa como jogar futebol. O que diferencia Pelé, Neymar, Zico, Fred, Romário, etc. de tantos jogadores que estão sempre em campo? A diferença é que os atletas mencionados sabem agir na hora “H” e não apenas fazer. Agir significa resolver, de forma diferente e eficaz, uma situação complexa nova, ainda não enfrentada, mas para a qual é preciso mobilizar adequadamente um conjunto de recursos.

 

E o que seria um professor competente? Ele enfrenta a seguinte situação: preparar seus alunos para que desenvolvam competências para resolver situações que o dia a dia de sua vida profissional apresentar. Um mundo profissional que muda tão rapidamente, que nem professores e alunos têm certeza de como será. Nesse caso, que competências e habilidades se exigem de um professor da educação profissional e tecnológica?

 

Sintetizando, diremos que um professor competente: (a) tem profundo conhecimento dos conteúdos que ensina; (b) desenvolveu habilidades para escolher e utilizar métodos e técnicas pedagógicas para melhor mediar a aprendizagem; (c) domina as diferentes linguagens que facilitam a construção interativa do conhecimento de seus alunos; (d) tem sensibilidade para captar valores culturais dos contextos dos alunos e busca neles elementos incentivadores ao estudo; (e) desenvolveu a capacidade para administrar seu emocional e o de seus alunos, criando em aula um ambiente motivador para o desenvolvimento de competências profissionais e de vivência de cidadania.

 

O que distingue, então, um professor apenas habilidoso de um competente? Voltamos ao pensamento de Le Boterf: “O professor habilidoso sabe fazer, o professor competente sabe agir”.

 


Vasco Moretto

Mestre em Didática das Ciências;

Licenciado em Física;

Especialista em Avaliação Institucional;

Autor de livros da área.

moretto@terra.com.br