Capa

Não basta querer fazer dos alunos jovens criativos e cheios de novas e diferentes ideias. É preciso, antes de mais nada, despertar a criatividade nos professores, que são os responsáveis por conduzir o processo de criatividade dentro de sala de aula


Há muito tempo se ouve dizer que os professores precisam estimular os estudantes a desenvolverem sua criatividade, que é preciso despertar nos jovens a capacidade de encontrar soluções diferentes para os velhos problemas e que a melhor maneira de conseguir se destacar no meio da multidão é sendo criativo.

 

Porém, pouco se fala da importância de ter professores criativos dentro de sala de aula e, no fim das contas, se você parar para pensar, é isso que importa. Afinal, como um professor que não tem em si o espírito criativo vai conseguir despertar em uma criança ou adolescente a “habilidade” de pensar diferente?

 

Mas, calma, se você não se considera criativo não precisa se desesperar. É possível, sim, reverter esse panorama e passar a fazer diferença na vida criativa dos seus alunos a partir de hoje. Como? É isso que a gente revela a seguir…

 

Uma pequena cidade, uma grande ideia

 

Apenas 80 quilômetros separam a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, da pequena Jeceaba. No entanto, existe uma distância maior separando as duas cidades mineiras, a distância cultural, que fica evidente quando se descobre que na cidade de pouco mais de seis mil habitantes não existe sequer um jornal.

 

Pode ser que passe pela sua cabeça que lá isso não é necessário, mas a gente garante que não é verdade, uma vez que a cidade, como outra qualquer, também tem acontecimentos que merecem ser noticiados – mas que não são registrados oficialmente em veículos de imprensa, apenas circulam entre empresas, escolas e ruas no famoso boca a boca.

 

Quer dizer, pelo menos isso era assim até o começo do ano passado, quando a professora Suely Machado Gonçalves, da Escola Municipal Zuleika Halbuquerque, começou a contar, aos seus alunos do 4º ano, a história de Manoela (do livro “A casa das ruas das sombras”), uma garota que queria ser jornalista e saiu em busca de um furo de reportagem para fazer um jornal em sua cidade… “Na hora, meus meninos [como a professora chama os alunos] se questionaram: ‘será que alguém da nossa sala vai se tornar jornalista quando crescer, professora?’. A resposta para aquela pergunta eu não tinha, mas, no mesmo momento, tive a ideia de pelo menos tentar despertar o interesse por essa profissão, criando o nosso próprio jornal”, relembra, entusiasmada. E foi assim que no começo do ano passado surgiu dentro daquela escola o Jornal Jeceabense que, apesar de não circular para a cidade toda, atraía mensalmente dezenas de curiosos.

 

A produção

 

Todos os meses, no dia 28, a professora Suely reunia os materiais produzidos pelos seus 17 alunos e fechava a edição. “As matérias eram produzidas por eles mesmos, que iam atrás das informações, escreviam o texto à mão e algumas vezes juntavam desenhos ou colagens. No fim do mês, eu sempre parava a minha aula para que eles lessem as reportagens que tinham escrito. Depois, o jornal ficava exposto na sala, que recebia a visita de outras turmas, da coordenação da escola e, às vezes, até da família dos meninos. Todos queriam saber quais eram as novidades, de cada mês, da cidade”, conta a professora.

 

Desse projeto todo, Suely gosta de destacar o fato de que não foi apenas o texto dos seus alunos que melhorou depois que o jornal foi criado. Segundo ela, esse trabalho mensal ajudou os ”repórteres mirins” a se manterem atualizados, a pesquisarem sobre os temas que desejavam escrever, a buscarem novas fontes de informação… Enfim, colaborou para que eles não se desenvolvessem apenas dentro de sala de aula, estudando somente os conteúdos obrigatórios, mas também quando estavam em casa, com a família, e até mesmo brincando com os amigos, “o que é excelente para o futuro”, como ela gosta de lembrar.

 

Além disso, outro ponto importante na visão da professora é a possibilidade de considerar esse trabalho “multidisciplinar”, pois, ao produzir os materiais para o jornal, os alunos acabavam estudando temas de outras disciplinas, como História e Geografia, que, muitas vezes, eram importantes para a construção de uma notícia.

 

Expediente

Edição março/abril – 2012

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

Jornalista Responsável

Patrícia Goedert Melo -DRT 4490

 

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Colaboraram nesta edição

Ana Ruth Starepravo
Analucia Gaviraghi
Betina von Staa
Celso Antunes
Dalmir Sant’Anna
Dirceu Ruaro
Eduardo Zugaib
Egídio Romanelli
Eloi Zanetti
Eugênio Sales Queiroz
Eunice Soriano de Alencar
Jader Souza
Jean Sigel
José Pacheco
Luca Rischbieter
Lucy Duró
Marcelo Martins
Marcelo Sando
Mauro Longato
Max Haetinger
Monica Pinheiro de Souza Melim
Natasha Schiebel
Olga Franco García
Rafael Villas Bôas Albergaria
Regina Leme
Regina Shudo
Rosita Edler Carvalho
Suely Machado Gonçalves


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Sumário

EditorialEdição 25


Caro Leitor

 

Nesta edição, convidamos você a refletir sobre os diferentes aspectos que envolvem a Criatividade e a Educação. Em um momento que tanto se discute a qualidade do ensino no País, são consideráveis as iniciativas e projetos inovadores de escolas e professores que buscam desenvolver novas maneiras de ensinar. É com o objetivo de instigar nos educadores a repensarem suas práticas, que propomos nesta edição o debate sobre esse tema tão vasto e repleto de possibilidades.

 

Na reportagem de capa, reunimos a opinião e a expertise de profissionais que buscam difundir nas suas práticas educativas novas formas e abordagens da criatividade em prol da aprendizagem e conhecimento. Ainda, discute-se como os educadores podem ter atitudes motivadoras e comportamentais em prol do desenvolvimento da inteligência dos alunos. Na Entrevista, conversamos com o professor português José Pacheco, educador de renome internacional e fundador da Escola da Ponte, instituição que rompeu com modelos tradicionais de ensino ao colocar os alunos como elemento principal nas práticas pedagógicas.

 

Nos artigos reunidos nesta edição, reunimos especialistas que estendem a discussão do tema ao abordarem assuntos como a criatividade na prática docente, atitudes inovadoras na educação inclusiva, gestão e marketing educacional, entre outros. Ainda, confira na crônica de Celso Antunes, especialista em inteligência e cognição, sobre a importância e papel que os pais e professores têm na estimulação da criatividade nas crianças.

Desejamos a todos uma ótima leitura!

 

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

Diretores

Gostaria de  Saber


Como o educador pode contribuir para aumentar a motivação dos seus alunos estimulando-os para a aprendizagem em sala de aula e para a vida?



Janaina de Freitas Assunção – CE

Pelas minhas andanças por mundo afora ministrando palestras para professores, tenho procurado alertá-los de que não basta simplesmente aplicar uma aula teórica, na qual a mensagem, muitas vezes, fica comprometida e até mesmo esquecida, é preciso mais. É necessário inspirar seus alunos para aprendizagem.

 

O que não falta, no mundo atual, são recursos de excelente aplicação para despertar nos alunos o gosto e a curiosidade pela aprendizagem.

 

Na globalização em que estamos vivendo, em que a tecnologia domina quase tudo, o professor não pode ficar parado no tempo e no espaço.

É preciso se reinventar sempre. É importante sair em busca de novas maneiras de ensinar, de mostrar o conteúdo. O aluno moderno, e os do passado também, não gostam de aulas enfadonhas, fraquinhas, desmotivadoras, daquelas que chegam a dar sono.

 

Educador que é educador precisa mostrar serviço. Precisa descobrir novas maneiras de despertar no alunado um sentido para aprender de forma mais autêntica e duradoura.

 

É bom lembrar:

 

• Um educador criativo jamais vai deixar seus alunos desinteressados pelas suas aulas.

 

• Um educador motivado tem o poder de também motivar.

 

• Um educador inspirado também consegue inspirar.

 

• Um educador dinâmico desperta sempre o interesse daqueles que o assistem.

 

• Um educador atualizado, não costuma “dar bola fora”, ao contrário, traz o mundo para a sala de aula.

 

E você, educador, que está lendo este pequeno texto, será que não está na hora de redescobrir sua vocação para ensinar?

 

Será que este não é o momento certo de criar alternativas para conquistar ainda mais a atenção dos seus queridos alunos?

 

Será que talvez os obstáculos da vida e da sua profissão não o tenham desmotivado? E sabe que, neste exato momento, você pode começar a fazer a diferença na sua carreira profissional?

 

Pense bem! Sempre temos a chance de recomeçar, pois como já dizia o poeta: “Quem sabe faz a hora…”. Desejo, de todo o coração, novas e importantes inspirações na sua vida de EDUCADOR!

 


Eugênio Sales Queiroz

Consultor, Palestrante e Autor de diversos livros lançados no Brasil e exterior.

www.eugeniosales.com.br