Capa

Futuro Brilhante: 19ª edição da Educar Educador supera expectativas e abre caminho para que o evento se torne um dos cinco principais do mundo, no segmento educacional.

No apagar das luzes da 19a Educar Educador – Congresso e Feira Internacional de Educação, o diretor da Futuro Eventos, Marcos Muniz Melo, andava incessantemente de um lado para o outro nos corredores do evento, celular na mão esquerda, rádio na direita. Seu olhar compenetrado contrastava com o claro ar de satisfação dos empresários, nos estandes, e dos congressistas, deixando as salas nas quais ocorriam as últimas conferências.
Marcos Melo fazia o que habitualmente chama de “faxina”. Isso quer dizer que, longe de gastar tempo colhendo elogios pelo maior Congresso e Feira dos últimos anos, ele procurava identificar os pontos a serem aprimorados, já trabalhando no evento de 2013. Pensava no que foi melhorado desde o ano anterior, mas, sobretudo, no que deveria ser ainda lapidado.

 

É uma atividade incessante que tem razão de ser. Afinal, diz o presidente da Futuro Eventos, o objetivo do Congresso e da Feira é elevado. “Não vamos sossegar enquanto todos os segmentos não enxergarem a Educar como uma das cinco grandes referências de evento educacional do Brasil, América Latina e do mundo”, informa para quem quiser ouvir.

 

É difícil não acreditar que o caminho está sendo bem construído. Se já havia demonstrado sinais claros de recuperação, desde que foi assumido pela Futuro Eventos, em 2009, o Congresso e Feira Educar de 2012 galgou um novo patamar, sem sombra de dúvidas. Tornou-se claramente um centro nervoso dos negócios em Educação, estendeu sua esfera de abrangência para outros países e continentes, materializou parcerias fundamentais, posicionou-se como um sinalizador de tendências para todo o setor educacional – desta vez, incluindo também o ensino técnico. Além disso, reafirmou sua condição de difusor do melhor pensamento pedagógico.

 

O evento cresceu, em tamanho e qualidade, por qualquer ângulo que se queira analisar, do ponto de vista da Educação ou dos negócios. Bastava ver o índice de renovação de contratos com os expositores, ainda durante o evento, e os pedidos de informação dos educadores sobre a programação para o ano seguinte. De fato, a 20ª edição da Feira e o Congresso Educador 2013 já haviam começado.

 

High lights

 

Existem muitas formas de se detalhar os fatores e os indicativos de sucesso do evento 2012.

 

Um primeiro olhar pode se dirigir para o aumento da abrangência. O Educar Educador passa a compreender um conjunto cada vez mais vasto e diversificado de segmentos que, ao invés de surgirem esparsamente na grade comum, passaram a ter nome, lugar e endereço.

 

Assim aconteceu, por exemplo, com o 1° PROFITEC – Congresso Internacional de Educação Profissional e Tecnológica (veja box na pg. 38), que confere o justo destaque a um segmento que será decisivo para o Brasil, nos próximos anos, e com o 2° EDUCATEC, um olhar específico para as questões ligadas à tecnologia educacional, no âmbito de produtos, serviços e da formação.

 

Expediente

Edição maio/junho – 2012

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

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Editora Melo

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Colaboraram nesta edição

Alessandra Wajnsztejn
Ana Ruth Starepravo
Carlos Cury
Celso Antunes
Cesar Rodrigues
Cláudio Ricardo Gomes de Lima
Cristina Sleiman
Dalmir Sant’Anna
Dirceu Ruaro
Eduardo Almeida
Frei Betto
Jorge Adelino Costa
Laura Monte Serrat Barbosa
Leo Fraiman
Lucia de Fátima Pedrosa dos Santos
Mônica Lourenço Veloso
Newton Oliveira de Resende
Paulo de Camargo
Roland Zotelle
Rosângela Machado
Rosita Edler Carvalho
Sandra Bozza
Thiago Ávila


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Sumário

EditorialEdição 25


Caro Leitor

 

Retomamos nesta edição o tema de capa da 30ª edição “Família, sociedade e escola. Aonde pretendemos chegar?”, desta vez ampliando a discussão sobre a participação da família e sociedade nos vários aspectos do ensino para uma educação de qualidade.

 

Como destaque na matéria de capa, acompanhe os resultados obtidos na 19ª edição da Educar Educador 2012 – Feira e Congresso Internacional de Educação, realizada em maio, na cidade de São Paulo. O evento educacional atraiu neste ano um grande público especializado do Brasil, da América Latina e de várias partes do mundo, para a formação continuada de alto nível, além de oportunizar a todos o que há de mais atual em produtos e serviços para o setor.

 

Na Entrevista, conversamos como o filósofo e sociólogo Francisco Aparecido Cordão sobre a Educação Profissional e Tecnológica no Brasil. Com experiência de mais de 30 anos na área, ele nos brinda com suas reflexões sobre o panorama e rumos da profissionalização no país.

 

Entre os artigos desta 31ª edição, além de apresentar outros pontos de vista de autores e especialistas sobre o tema da capa, reservamos as demais páginas para tratar de assuntos como a Inclusão, Educação Profissional e Tecnológica, Direito social e Direito digital, Empreendedorismo, entre outros.

 

Na Seção Crônica, temos novamente a contribuição de dois renomados escritores: o especialista em inteligência e cognição Celso Antunes e o filósofo Frei Betto que contribuem nesta edição com suas reflexões sobre a escola ideal que gostaríamos de ter para a formação do educando, participação efetiva da família e escola e para a valorização da condição dos educadores.

 

Boa leitura a todos!

 

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

Diretores

Gostaria de  Saber


Casos da violência nas escolas podem ter como causa a indisciplina dos alunos em sala? Quais atitudes o professor deve ter para recuperar a autoridade e respeito dos alunos?


Maria do Rocio de Souza Dantas – SP

Como tudo que acontece na escola, o reconhecimento da autoridade do professor, assim como a indisciplina e episódios de violência, são questões complexas que requerem reflexões multidirecionais, ou seja, não há uma resposta simples e certeira, depende da situação, da escola, do professor, do aluno e da comunidade.

 

Na tentativa de tentar responder, mesmo sem conhecer os meandros da situação, pode-se afirmar que todo ato violento é um grito de socorro, uma alerta, um sinal de que algo precisa ser modificado, assim como a indisciplina dos alunos. Ninguém se torna violento, agressivo, malcriado ou indisciplinado à toa. Algo provoca esse tipo de reação.

 

Vou relatar um episódio contado por uma diretora de escola, para que possamos entender melhor a complexidade da situação:

 

Um menino de 12 anos “roubou” o material de artes da sala, levou para o parque e, junto com mais quatro amigos, fizeram uma fogueira de São João, segundo eles. Um dos colegas denunciou à professora e levou uma surra do colega, idealizador do episódio, como represália. Perdeu-se todo o material da turma. A professora ficou estressadíssima (cá entre nós, com toda a razão), pediu medidas drásticas à coordenadora e pediu uma licença de saúde. O menino foi suspenso, e ele e os outros colegas que fizeram a fogueira, receberam uma advertência escrita que teve de ser assinada pelos pais. Os outros professores confirmaram que aquela turma era difícil. Os outros colegas de sala adoraram tudo, pois “se livraram” da professora e das “aulas chatas” que ela dava. Outra professora, menos desgastada e melhor preparada, foi trabalhar em seu lugar. Reorganizou o grupo em seu funcionamento, assim como o programa do curso. Sem o material necessário, tiveram de criar saídas e foi um sucesso! Ela acabou contagiando outros professores, de outras disciplinas. O aluno em questão voltou a incomodar, mas sem adesão dos outros colegas. A professora e a orientadora estão trabalhando com ele e orientando a família, objetivando melhores condutas. A turma reza para que a titular não volte a lecionar.

 

O que se pode deduzir?

 

A aula da professora era chata mesmo, e isso é um ativador da indisciplina; a professora estava estressada pelo esforço de conduzir a turma com planejamentos e materiais inadequados: precisava renovar-se; o grupo estava esperando uma oportunidade para transgredir o limite, que estava inadequado naquela turma; estavam faltando bons exemplos e encaminhamentos educativos para os alunos “transgressores”; o menino, mentor do episódio, tinha uma tendência mais acentuada para ser violento e ele requererá um pouco mais de investimento em sua formação; a nova professora conseguiu organizar a turma como um grupo e contagiar os outros professores com a sua criatividade.

 

Como conseguir isso em qualquer escola?

 

Trabalhando na composição da sala de aula com um grupo, construindo com eles um código que organize as relações em sala de aula e na escola. As regras são bordas que dão tranquilidade e organizam as crianças e jovens, no entanto, necessitam estar fundamentadas em princípios, que dão sentido às regras. A aplicação das regras sem problematizá-las é um movimento que pode gerar mais indisciplina. Se todos tiverem clareza do que seja um bom aluno, um bom professor e uma boa aula, poderão criar uma disciplina favorável a todos.

 

Quando a professora agiu como professora e respeitou os alunos em suas necessidades e motivações, os alunos corresponderam e agiram como alunos.

 

Isabel Parolin

Pedagoga, Psicopedagoga clínica e Consultora institucional de escola públicas e privadas; Professora em cursos de pós-graduação na área da Aprendizagem; Autora de vários livros na área.

www.isabelparolin.com.br