Capa

A Formação ao seu Alcance. A educação a Distância passa por um momento de mudança, ganha espaço no Brasil e exige dedicação e disciplina na maneira de ensinar e de aprender.

A tecnologia, a interatividade, a construção do conhecimento e o desenvolvimento da autonomia do aluno são características da Educação a Distância (EaD) que, apesar das resistências, vem demonstrando uma mudança de paradigma na maneira de ensinar e aprender. Tais mudanças apresentam um novo cenário, uma nova concepção de aprendizagem colaborativa, a partir das comunidades virtuais e dos suportes de ferramentas tecnológicas mediadas pela interação virtual e tutorial.

Em meio à polêmica que gera, assim como os desafios que são colocados à prova para conquistar o seu reconhecimento e sua valorização no meio educacional, a Revista Aprendizagem traz como reportagem de capa não só a divulgação de boas práticas de projetos que vêm ganhando reconhecimento, de alunos e professores que se adaptaram a essa nova modalidade de ensino, assim como procura aprofundar o assunto com a opinião e análise de educadores especializados na Educação a Distância.

São muitos os avanços significativos da EaD, mas os avanços devem ser medidos pelas práticas dando significado à maneira de fazer Educação a Distância, tanto do ponto de vista do professor quanto do aluno.

Um aluno diferenciado

Grazieli Pache Albuquerque Takahashi fez graduação a distância em Pedagogia, no Centro Universitário Uninter, com sede matriz em Curitiba. Essa não foi a sua primeira graduação. Anteriormente, ela se graduou no curso presencial de Tecnologia em Meio Ambiente, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Ao comparar os dois cursos, ela diz que o ensino presencial teve a vantagem de ter o professor “ao vivo”, fisicamente, mas que isso não significava que o aluno conseguiria alcançar a aprendizagem, pois o que pesa nesse contexto é o interesse do aluno em prestar atenção à aula. “Não adianta estar presente se os pensamentos estão longe. Quantas vezes eu ia para a aula, mas pelo fato de estar cansada, por ter trabalhado o dia todo, não conseguia prestar atenção, mas como a presença era obrigatória acabava indo, só por ir”, diz Grazieli.

 

Expediente

Edição janeiro/fevereiro – 2013

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

Diagramação:

Fernanda Lianna Will

 

Editora Melo

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Colaboraram nesta edição

Antonio Serra
Brisa Teixeira
Carlos Alexandre Velozo
Cassandra Amidani
Célia Regina Cotovicz
Celso Antunes
Claudia Osório de Castro
Claudia Osório de Castro
Cleunice de Matos Rehem
Dalmir Sant’Anna
Everton Renaud
Everton Renaud
Fabio Heinzen Fonseca
Fredric Michael Litto
Grazieli Pache Albuquerque Takahashi
Heloisa Padilha
João Mattar
José Armando Valente
José Moran
Josias Ricardo Hack
Karin Schneider Lima
Laura Coutinho
Maria Alice Carraturi Pereira
Mauricio Gebran
Mônika Hegler Lopes
Ozires Silva
Patricia Melo
Regiane Banzzatto Bergamo
Regina Helena Ribeiro
Renato Antônio de Almeida
Renato Casagrande
Sheyla Mara Coraiola
Sonia Haracemiv


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Sumário

Editorial


Caro Leitor

Uma edição especialmente voltada à Educação a Distância. Esse é objetivo da Revista Aprendizagem nº 34, que contou com a fundamental colaboração editorial da jornalista Brisa Teixeira, especialista nessa área.

O desafio inicial foi estabelecer contatos com diferentes profissionais que atuam e estudam essa modalidade de ensino, trazendo experiências e pontos de vista diversos. Desafio cumprido! Nesses dia sem que estabelecemos conexões com instituições que ofertam a EaD visualizamos que ela só vem a crescer, desmitificando muitas “verdades” que ainda imperam no senso comum. Conhecemos projetos e pessoas as quais demonstram, na prática, que uma mudança de paradigma na maneira de ensinar e aprender está acontecendo. O resultado é um novo cenário e uma nova concepção de aprendizagem colaborativa, apesar das resistências.

A Reportagem de Capa explora essa transformação da Educação a Distância no Brasil, trazendo exemplos de boas práticas, a visão de alunos, professores e tutores, bem como destaca algumas das características da EaD: tecnologia, interatividade, construção do conhecimento e desenvolvimento da autonomia do aluno. A edição também conta com um bate-papo com a coordenadora geral de regulação da Educação Superior a distância do MEC, Cleunice de Matos Rehem, e uma entrevista especial com o presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Fredric Michael Litto, além de artigos de especialistas como José Moran, José Armando Valente, Everton Renaud, Karin Schneider Lima, entre outros.

 

Desejamos uma ótima leitura! 

Patrícia Melo

Editora

Gostaria de  Saber


Qual o perfil do aluno da EaD e porque essa modalidade de ensino vem atraindo tanto os estudantes?


Juliana Dias – Recife PE

O aluno de EaD precisa ser uma pessoa organizada acima de tudo.
Pessoas que têm dificuldade de se organizarem para dedicar parte do seu tempo para acesso ao ambiente virtual para realizar as leituras e atividades propostas acabam tendo mais dificuldade em cursos a distância. A organização para o autoestudo é fundamental para o sucesso de quem opta por cursos dessa natureza.Acessar o ambiente do curso diariamente, conferir os materiais didáticos disponíveis e realizar as atividades propostassão dicas fundamentais.

O aluno também precisa estar disposto a aproveitar todos os recursos que promovem a interatividade, pois ela é fundamental na oferta de cursos a distância. Por isso, os alunos são estimulados a conversarem com seus colegas sobre assuntos diversos em fóruns criados para que eles interajam. Em todas as disciplinas, os professores também criam fóruns temáticos para fomentar a discussão sobre algum “tema quente” ou para aprofundar algum conceito. Além disso, em alguns cursos de EaD, como o do Senac, há encontros síncronos via webconferência entre professores e alunos. Esses encontros permitem que professores e alunos estejam conectados no mesmo momento para discutirem e/ou aprofundarem conceitos importantes da disciplina estudada. Entendemos que essa interação é fundamental e deve acontecer em momentos-chave do curso.

Os fatores mais interessantes para que os alunos optem por esta modalidade são preços mais atraentes, flexibilidade para o estudo e o catálogo de cursos oferecidos. Os valores dos cursos a distância são inferiores aos praticados na educação presencial. A flexibilidade permite que os alunos escolham o melhor local e horário mais adequado para estudar, sem prejuízo dos compromissos profissionais e/ ou familiares. O catálogo oferecido também possibilita que os alunos optem por cursos com grau de empregabilidade maior.

A principal desvantagem é o fato de que o aluno terá pouca interação de contato presencial com os colegas do curso e professores. No entanto, são disponibilizados, geralmente, momentos síncronos para que essa distância seja minimizada e os laços afetivos sejam possibilitados entre os participantes.

Atualmente, a sociedade já percebe que o aluno que estuda a distância é até mais dedicado do que os alunos que optam por cursos presenciais. E isso se reflete no próprio desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), já que os alunos da EaD tiveram notas mais altas do que os alunos da educação presencial.

 

Regina Helena Ribeiro

Coordenadora de Tecnologias Aplicadas à Educação do Senac São Paulo.

www.sp.senac.br