Capa

Bem-Vindo ao mundo das fábulas, romances, aventuras e de muito conhecimento. Bem-vindo ao universo da leitura, das ideias e das palavras.

Muitos projetos pedagógicos são colocados em prática todos os dias, envolvendo os alunos em atividades das mais diversas. Mas a preocupação com a alfabetização é sempre muito frisada, tomando conta de rodas de conversa de educadores, transformando-se em temas de congressos de referência internacional e sendo pauta de políticas públicas.

Como orientar a criança nos seus primeiros passos rumo ao mundo da leitura? Existem direcionamentos para envolver os alunos em um aprendizado prazeroso e que alcance resultados? É possível tornar-se um leitor assíduo sem perder a magia das histórias encontradas nos livros? Essas e outras perguntas permeiam a mente de vários professores, especialmente aqueles que têm o desafio de alfabetizar uma turma toda. Por isso, a reportagem de capa desta edição traz diferentes experiências empíricas que tiveram como foco o desenvolvimento da leitura e da escrita. Além disso, levantamos o debate sobre a alfabetização midiática e informacional, assunto que está abrindo novas percepções e práticas educativas, tendo como ferramenta as novas tecnologias.

A ideia é que você se identifique e se inspire nos relatos encontrados nesta reportagem. A matéria também apresenta duas entrevistas, essenciais para os estudiosos sobre o tema. A primeira é com Adauto Cândido Soares, coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil. Já a segunda é com Sandra Bozza, Especialista em Linguística e Alfabetização e Mestre em Ciências Sociais da Educação.

 

Expediente

Edição Novembro/Dezembro – 2013

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

Diagramação:

Fernanda Lianna Will

 

Editora Melo

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Colaboraram nesta edição

Adauto Cândido Soares
Adriano Trentin
Alexandra Bujokas de Siqueira
Alexandre Le Voci Sayad
Ana Gabriela Simões Borges
Betina von Staa
Celso Antunes
Cleber Fabiano da Silva
Dalmir Sant’Anna
Débora Cristina do Amaral
Denis Pereira Martins
Dirceu Moreira
Eliana Yunes
Élie Bajard
Esméria de Lourdes Saveli
Fábia Cruz Machado
Gilda Portugal Gouvêa
Ismar de Oliveira Soares
Jaqueline Flügel
Kauan Arthur Fonseca Lunardon
Lahyr de Almeida
Lídia Azevedo de Menezes
Loreci Leite
Luca Rischbieter
Lúcia Fidalgo
Margareth Caldas Fuchs
Maria da Glória Corrêa Bittencourt
Mariane Torres
Marta Morais da Costa
Mauro Tietz
Patricia Melo
Pedro Boaron
Rafaela Alves da Silva
Sabrina Souza
Sandra Bozza
Sânzzia Nubia do Carmo Lima
Simone Ronzani
Sônia Cristina Vermelho
Thania Mara Teixeira Asinelli


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Sumário

Editorial


Caro Leitor

Antes de abrir as páginas desta edição, faço o convite para que se pergunte: o
Brasil é um país de não leitores? Lemos pouco? Como os professores desenvolvem práticas pedagógicas que alcancem resultados positivos no processo de alfabetização? E as inúmeras crianças que deixam os bancos escolares e, com isso, acabam entrando na estatística do analfabetismo?

De acordo com um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), somos o 8º país com maior número de analfabetos adultos. A pesquisa também levou em conta a realidade de outros países, constatando que o desafio não é só do Brasil. A UNESCO relaciona o problema com a má qualidade da educação e a carência de atividades educacionais atrativas, lúdicas e prazerosas, bem como a falta de formação continuada que seja adequada aos professores.

Leitura e alfabetização são questões que necessitam não apenas de reflexões por parte dos profissionais e gestores que estão à frente do processo de ensino-aprendizagem, mas de mudanças urgentes de práticas pedagógicas, muitas vezes já ultrapassadas e sem impacto na vida do aluno. É possível fazer diferente? Existem caminhos para alfabetizar, estimular o hábito e o gosto pela leitura e formar leitores críticos em nosso País?

Para responder de forma otimista a essas perguntas, a presente edição da Revista Aprendizagem traz à tona essa temática. Convidamos especialistas para abordar o assunto, como Lúcia Fidalgo, Marta Morais da Costa, Eliana Yunes, Betina von Staa e muitos outros. Para a entrevista especial, conversamos com o francês Élie Bajard, que desenvolve um projeto belíssimo de alfabetização com crianças de escolas públicas de São Paulo, por meio do projeto Arrastão. Já na reportagem de capa, além de divulgar projetos pedagógicos que alcançaram resultados efetivos, publicamos duas entrevistas. A primeira realizada com Adauto Cândido Soares, coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil. Ele falou sobre a importância da Alfabetização Midiática e Informacional. A segunda traz a especialista Sandra Bozza, que expôs sobre o processo de alfabetização e a formação de leitores.

 

Desejamos uma ótima leitura! 

Patrícia Melo

Editora

Gostaria de  Saber


Como as bibliotecas públicas contribuem para desenvolver o gosto pela leitura entre os jovens e adultos? De que forma é possível almejar o acesso efetivo da população para a leitura?


Dirceu Moreira Braga – Natal (RN)

Para difundir o gosto pela leitura, não basta apenas as bibliotecas possuírem um bom acervo. Elas precisam, efetivamente, aproximar os livros das pessoas. Para isso, um dos primeiros passos é organizar ambientes de leitura e pesquisa realmente convidativos e confortáveis, que estimulem os leitores a permanecer no local e a voltar outras vezes. O espaço deve ainda estar bem sinalizado para que os usuários encontrem com facilidade o que procuram. Segundo o professor Edmir Perrotti, a biblioteca é “o local que acolhe e reconhece sua comunidade em suas diferenças e singularidades”.

Assim, é preciso atender a todos sugerindo obras que toquem diretamente os leitores. Afinal, com exceções dos best-sellers, a maioria dos livros não chega magicamente às mãos da população. Os profissionais que atendem nesses espaços precisam então assumir o papel de mediadores de leitura, capazes de estabelecer diversas conexões entre o acervo e o usuário.

Antenados ao universo da leitura no mundo, esses profissionais podem organizar diversas atividades de divulgação dos livros, como por exemplo: vitrines temáticas, exibição de filmes baseados em obras literárias ou ranking dos livros mais lidos. Sem ações como essas, muitas obras ficam esquecidas nas estantes, afastadas dos leitores.

Investir na formação leitora de usuários das bibliotecas é outro passo importante para difundir a prática da leitura. A partir de bibliotecas escolares, por exemplo, é possível iniciar um trabalho de ampliação do repertório literário do público jovem.

Recentemente, visitando as bibliotecas públicas da Alemanha, constatei a prática de uma pedagogia biblioteconômica. Na cidade de Biberach, muitas escolas preparam suas crianças para serem independentes nas bibliotecas. Nesses espaços, os livros ganham cores especiais nas lombadas e indicam o grau de complexidade dos textos, para além da classificação usual. As crianças são então ensinadas a retirar e recolocar os livros com autonomia e assim se familiarizam rapidamente com a organização do acervo.

Para que os jovens brasileiros se transformem também em adultos leitores, as boas experiências nas bibliotecas escolares são decisivas.

 

Margareth Caldas Fuchs

Professora e pesquisadora de literatura infanto-juvenil. Atuou com gerente de Bibliotecas Escolares da Rede Municipal de Ensino de Curitiba (PR) e atualmente coordena o Projeto Leituras na mesma Rede.
mfuchs@sme.curitiba.pr.gov.br