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Fonoaudiólogos e professores lapidam a aprendizagem

No mundo da educação, está cada vez mais certo de que a comunicação humana, a “menina dos olhos” dos fonoaudiólogos, é um elemento valioso para um bom aprendizado. Inseridos no universo escolar e sempre de mãos dadas com os professores, esses profissionais exercem um papel tão relevante no processo ensino-aprendizagem que, em 2010, o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) reconheceu a fonoaudiologia educacional como especialidade. Essa distinção foi mais do que merecida, pois se trata de um segmento essencial para promover o pleno desenvolvimento das potencialidades comunicativas, cognitivas e sociais dos alunos, especialmente daqueles que estão na Educação Infantil.

O fonoaudiólogo pode, por exemplo, orientar o professor para impulsionar as habilidades comunicativas em sala de aula, por meio de atividades (história, música, dramatização e artes) capazes de encorajar o aluno a usar as linguagens oral e escrita, a voz, a audição e a motricidade orofacial. Esta última se refere a tudo o que está relacionado à musculatura dos lábios, às bochechas e à face, além das funções como respiração, mastigação, deglutição e fala.

“Os primeiros anos de vida têm papel fundamental em todo o desenvolvimento humano. É nessa fase que se pode potencializar, em alto grau, o desenvolvimento de uma série de competências ou habilidades que farão a diferença pelo resto da vida”, diz o fonoaudiólogo Jaime Zorzi, Doutor em Educação e Especialista em Linguagem e Aprendizagem, reconhecido pela trajetória que traçou no Ensino Infantil através da criação de programas pedagógicos e supervisão de professores. Ele salienta que, nesse contexto, o olhar do fonoaudiólogo está voltado para vários ângulos, o que inclui a compreensão e o gerenciamento dos fatores e dos distúrbios que podem provocar alterações no desenvolvimento das competências comunicativas nas crianças. “Além de uma postura de identificação e diagnóstico de transtornos da comunicação, o fonoaudiólogo tem se voltado, cada vez mais, para a criação de condições favoráveis e eficazes que possam promover, dentro do ambiente escolar, o crescimento de habilidades “A linguagem existe para estar a serviço das relações sociais”, acredita Jaime Zorzi comunicativas em toda a população infantil”, frisa o especialista. Zorzi tem se envolvido intensamente em programas de formação de docentes do Ensino Fundamental, com enfoque principalmente no desenvolvimento de propostas para facilitar a alfabetização de alunos com problemas de aprendizagem.

 

Expediente

Edição Maio/Junho – 2014

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

Diagramação:

Fernanda Lianna Will

 

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Colaboraram nesta edição

Adriana Di Donato
Adriana Vanísia Mendlovitz Albino
Aline Epiphanio Wolf
Aline Tenório
Ana Cândida Schier
Ana Cristina de Albuquerque Montenegro
Ana Lúcia Spina
Ana Luiza Navas
Bianca Queiroga
Cátia Alves
Charleston Teixeira Palmeira
Cinthya Leite
Flávia Savini
Gabriel de Andrade Junqueira Filho
Geisa Wantowsky Pizzano
Graziela Zanoni
Irene Queiroz Marchesan
Isabel Parolin
Jáima Pinheiro de Oliveira
Jaime Zorzi
Joe Garcia
Luciana Mendonça Alves
Luciana Ribeiro Pinheiro
Luiza Junqueira Ferrer
Maria Inês Abranches
Marileda Tomé
Maura Sanchez
Nivaldo Brayner
Rafaella Asfora
Regina Donnamaria Morais
Sandra Bozza
Solange Sanchez
Stella Maris Cortez Bacha
Susana Giannini
Tina Antonino


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Sumário

Editorial


Caro Leitor

Para o processo educativo acontecer com início, meio e fi m é inegável a existência da comunicação em todos os momentos e entre os pares envolvidos. Mas qual é o olhar que lançamos para a comunicação? Qual é a relevância do seu papel dentro da escola?

Existem inúmeras formas da ação comunicativa atuar no meio educacional. Pode ser pelas ferramentas tecnológicas, pelo diálogo e debate entre os professores e gestores, pelo desenvolvimento do trabalho em grupo com os alunos etc. Mas, nesta edição, levantamos o debate sobre a comunicação humana enquanto base para a concretização do próprio processo de ensino-aprendizagem. Vamos falar sobre a interface entre Fonoaudiologia e Educação.

Está cada vez mais evidente que a comunicação entre crianças, jovens e educadores é peça-chave para o sucesso do aprendizado. Com atenção voltada a esse cenário, em 2010, o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) reconheceu a fonoaudiologia educacional como especialidade. O reconhecimento faz toda a diferença, pois valoriza esse novo profissional para a promoção das potencialidades comunicativas, cognitivas e sociais dos alunos.

Muitos temas precisam ser conversados, debatidos e refletidos sobre o resultado dessa soma de forças entre as duas áreas. Por isso, a Revista Aprendizagem traz este número especial, com uma Reportagem de Capa assinada pela jornalista Cinthya Leite, Mestre em Saúde da Comunicação Humana e vencedora de vários prêmios de jornalismo. O mais recente foi concedido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, com a matéria especial “Fono na Escola”. Para o desenvolvimento da reportagem publicada na Aprendizagem, Cinthya conversou com diversos especialistas, como Jaime Zorzi, Maria Inês Abranches, Bianca Queiroga, Luiza Junqueira, Marileda Tomé etc.

Já a Entrevista Especial foi realizada com Irene Queiroz Marchesan, atual presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. E os artigos têm assinaturas de referências desse segmento, como Adriana Vanisia, Marcia Honora, Ana Cristina Montenegro, Simone Capellini, Renata Mousinho e muitos outros autores.

 

Boa leitura! 

Patrícia Melo

Editora