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Novos tempos e novos espaços

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam que pouco mais de 5% dos brasileiros entraram, pelo menos uma vez, em bibliotecas ou museus, que apenas 13% vão ao cinema e que a média de leitura no país é de 1,7 livro per capita ao ano.

Para mudar esse quadro, políticas públicas que valorizem a cultura são necessárias, inclusive no ambiente escolar. A responsabilidade das instituições educacionais vai muito além de formar os alunos para o mundo do trabalho. Elas devem desempenhar o papel de mediadoras a  m de preparar as crianças e os jovens a exercerem a cidadania, buscarem seus sonhos, direitos e deveres, a empreenderem suas ideias, a serem solidários e que façam conexão entre as áreas do conhecimento com sua prática social.

O resultado disso tudo é uma educação que garanta a autonomia dos sujeitos para participarem ativamente da vida em sociedade. Isso significa não apenas adquirir informações, mas saber produzir conhecimento, ler criticamente a realidade, viver na coletividade e intervir de forma responsável.

Para construir esse cenário, o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pelo Congresso Nacional em junho de 2014, apresenta diferentes desafios. O PNE definiu um conjunto de metas e estratégias para ampliar o acesso e a melhoria da educação em todos os níveis de ensino e uma das propostas para trilhar este caminho é a educação integral. Mas não um projeto baseado no tempo que o aluno fica dentro da escola, e sim uma educação que atenda todas as dimensões do desenvolvimento humano e que ocorra como processo ao longo da vida.

 

Expediente

Edição Julho/Agosto – 2014

 

Diretores:

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

 

Diagramação:

Fernanda Lianna Will

 

Editora Melo

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Colaboraram nesta edição

Adriano Trentin
Alexandre Ventura
Ariana Cosme
Celso Antunes
Christiano Ferreira
Claudia Fadel
Dalmir Sant’Anna
Danielle Fialho
Elizabeth Oliveira de Medeiros
Esméria Saveli
Jéferson Dantas
Joe Garcia
José Pacheco
Leila Pryjma
Lilian Luitz
Lucia Klein
Lucy Duró
Marcia Claro
Maria do Pilar Lacerda
Marília De Santis
Marléa Ramos Alves
Mônica Soltau da Silva
Natacha Costa
Nélio Spréa
Pedro Barrán
Renato Casagrande
Rita Pattaro
Sandra Mara Ramos
Valter Pegorer


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Sumário

Editorial


Caro Leitor

Educação integral é um dos temas mais debatidos em eventos educacionais, pela imprensa, entre gestores escolares e professores. De acordo com a Meta 6 do Plano Nacional de Educação, 50% das escolas públicas, no mínimo, deverão oferecer, até 2020, educação integral atendendo, pelo menos, 25% dos estudantes da Educação Básica do Brasil.

Sabe-se que essa proposta é fundamental para o país avançar na qualidade da educação e nos índices de aprendizagem. No entanto, não basta ampliar o tempo da criança na escola, sem planejamento pedagógico e articulação ao Projeto Político-pedagógico da instituição. A essência da proposta está longe de uma visão limitada sobre o tempo que o aluno deve fi car na escola, pois envolve questões sociais e culturais que atendam as dimensões do desenvolvimento humano.

Isso significa que a responsabilidade das instituições de ensino vai muito além de formar os alunos para o mundo do trabalho. Elas devem desempenhar o papel de mediadoras a fim de preparar as crianças e os jovens para exercerem a cidadania, buscarem seus sonhos, direitos e deveres, empreenderem suas ideias, serem solidários e capazes de fazer a conexão entre as áreas do conhecimento em sua prática social.

Por isso, é essencial que as escolas repensem e reinventem as suas formas de organização e gestão para que seus tempos e espaços beneficiem a aprendizagem. No entanto, muitas dúvidas e insegurança ainda pairam sobre o tema“educação integral”, sua interface com outros setores da gestão pública, seu planejamento e implementação.

Sendo assim, o presente número da Aprendizagem tem como objetivo contribuir para esse debate, trazendo artigos e uma reportagem especial com depoimentos de especialistas da área e iniciativas que fazem a diferença, como o projeto TETEAR – Tempo de Temperar Arte e o Centro de Referências em Educação Integral.

Nomes de peso na educação, como José Pacheco, Valter Pegorer, Marléa Alves, Márcia Claro, Jéferson Dantas, Ariana Cosme, Alexandre Ventura, Maria do Pilar Lacerda, entre outros também expuseram seu posicionamento e suas ideias sobre o assunto.

Além disso, como entrevistada especial, a edição conversou com Claudia Fadel, diretora da Escola Sesc Ensino Médio-RJ, sobre o projeto da instituição e a concepção sobre a formação integral.

 

Desejamos uma ótima leitura

Patrícia Melo

Editora