Revista Aprendizagem 7

Capa
Edição 7

Corpo e Mente em busca do (Auto)Conhecimento

Atividade física, alimentação saudável e postura correta, associadas à aprendizagem, têm papel fundamental
na construção de futuros cidadãos

Correr, pular, dançar, alongar, enfim, movimentar o corpo, visualizar e ocupar seu espaço e se conhecer como sujeito social.

Quando se fala em “Educação Física”, o que vem na sua mente? A cena criada no imaginário da maioria dos brasileiros, já adultos, quando lembram das aulas dessa disciplina está repleta de corridas, exercícios com bola, força, velocidade e suor, muito suor.

Porém, com o decorrer da história da educação, essa realidade vem mudando e tomando outras direções não só no contexto escolar, mas também em outras esferas sociais. Exemplo disso, e em consonância com a matéria de capa, a ENTREVISTA dessa edição mostra aos educadores de todo o Brasil um projeto que deposita no esporte, de mãos dadas com a educação, a construção de futuros cidadãos.

No entanto, como informa a primeira frase desse texto, além de correr, pular, dançar e alongar, a Educação Física tem significativo papel para o movimento corporal, o conhecimento espacial e, principalmente, o autoconhecimento das crianças como sujeitos sociais.

Mas será que, para tanto, a responsabilidade está apenas com essa especialidade da educação? Para discutir não apenas o papel da ducação Física, mas também questões como saúde, aprendizagem, alimentação, exercícios físicos e esportes, a Revista Aprendizagem traz, nessa edição, a importância da atividade física e sua relação com o contexto educacional. E, para deixar esse debate sob o ponto de vista multidisciplinar, conversamos com especialistas de diferentes áreas, como Educação, Psicopedagogia, Nutrição, Medicina e profissionais da Educação Física com estudos direcionados à escola, atividade física e saúde.

Expediente

    Diretores:

    Marcos Muniz Melo
    Luciana de Andrade Ribeiro Melo

    Editor Executivo:

    Marco Antonio Ferraz

    Editora Técnica:

    Sandra Bozza

    Editora Responsável:

    Patrícia Melo – DRT 4490

    Revisão:

    Denise Zampieri, Elizangela Grigoletti,
    Marcelo Martins, Maria Bernadeth F. Koteski,
    Patrícia Kwiatkowski Kochaki

    Colaboraram nesta edição

    Alessandra Wajnsztejn, Ana Claudia Moya, Ana
    Maria Escobar, Carina Cássia Zaneli, Carla Martha
    Jakel, Celso Antunes, Cezar Braga Said, Cíntia
    Alves Salgado, Cristiane Aparecida Martin Bianco
    Perini, Cristiano Gomes, Denise Ladik Antunes,
    Egídio Romanelli, Eliane Lobo, Elizabeth
    Sanchez, Erica Degasperi Guilhen Cardoso,
    Evelise Portilho, Fernanda Regina de Souza,
    Gislaine Coimbra Budel, Irene Marchesan, Isabel
    Parolin, Jaime Zorzi, Júlio Furtado, José Leopoldo
    Vieira, Josef Bukstein Vainboim, Joyce Munarski
    Pernigotti, Ketlyn Gil Garcia, Laura Monte
    Serrat Barbosa, Lucimara Laforé Lopes, Marcelo
    Gomes, Marcos Meier, Mari Ivone Misorelli,
    Maria Cristina Bromberg, Maria Cristina Natel,
    Maria Inês Abranches de Oliveira Santos, Maria
    Isabel Bellaguarda Batista, Mariza Pan, Marta
    Morais, Márcia Toledo, Nívea Carvalho Fabrício,
    Patrícia A. Crenitte, Patrícia Melo, Regiane
    Crippa, Rosangela Machado, Roseli Saad, Rosita
    Edler Carvalho, Rubens Wajnsztejn, Salua Farah,
    Sandra Bozza, Saul Neves de Jesus, Simone
    Aparecida Capellini, Simone Carlberg, Tatiana de
    Sá Riechi, Telma Pantâno, Vera Lucia Germano
    Sicuro, Vera Zimmermann e Vicente Assencio.

    Projeto Gráfico e Diagramação:

    Editora Melo
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Sumário

    Sumário
Editorial
Edição 7

Caro Leitor

Praticar atividade física é essencial para a saúde. Afinal de contas, o corpo humano é preparado para se movimentar.

Quando decidimos contemplar nessa edição várias abordagens relativas à atividade física, saúde, escola e aprendizagem,
o fizemos conscientes e preocupados em registrar diferentes situações referentes ao tema. Elas confirmam a necessidade
de envolver, nesse tema, famílias, escolas, professores, crianças, jovens, adultos, idosos e profissionais especializados
da área de saúde. Assim, a partir da leitura, será possível perceber a importância de criar uma cultura para a prática
e execução de atividades físicas, das formas mais variadas possíveis, com segurança, conhecimento e orientação profissional.

Entendemos que as crianças de hoje deverão ser os grandes incentivadores de uma população mais saudável, resistente,
de bem com a vida, alegre, com a longevidade acentuada e distante de doenças da maturidade. Por isso, nelas concentramos
nossos pensamentos. Porém, as famílias e os educadores terão papéis fundamentais nesse processo.

Até breve!

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

Diretores

Gostaria de Sabero

    Gostaria de Saber

    As atividades físicas desenvolvidas pelo prof,essor de Educação Física podem estimular a criança a terem uma vida ativa quando adultos?

    Carlos Roberto – São Paulo-SP

    Educação é um processo longo e intermitente. A Educação Física, nesse contexto, deve ser capaz de intervir na vida dos alunos para oferecer informações sobre o corpo (estrutura e função), consciência corporal sobre posturas do dia-a-dia, entre as quais como sentar corretamente, como parar em pé e postura adequada para uso do computador. Além disso, deve informar sobre saúde geral, nutrição, alimentação saudável e balanceada (riscos e conseqüências da alimentação irresponsável), sexualidade, além, (é claro!),
    de permitir aos alunos experiências nos mais diversos esportes do mundo e atividades oferecidas nas academias. Enfim, como tornar seu corpo um aliado para a vida e mais eficiente para realizar todas as tarefas a que somos destinados, ou seja, utilizá-lo com responsabilidade.

    Os problemas da nossa sociedade refletem o descaso com a educação brasileira. O grande número de sedentários, obesos e óbitos por doenças cardíacas mostram, no mínimo, que a educação física escolar também não tem conseguido cumprir seu papel. As universidades formadoras de educadores físicos estão repletas de “teóricos perfeitos”, mestres e doutores formadores de opinião, mas incapazes de sair de suas mesas para praticar exercícios e uma vida mais saudável. Ser professor é mais do que uma profissão. Ser professor de Educação Física deve ser também estilo de vida. EDUCAR O FÍSICO é conscientizar o cidadão do papel do seu corpo para sua vida e para o mundo. É apresentar aos alunos as maravilhas de conquistar saúde e mostrar que esta é um conquista diária, formada de pequenas atitudes de equilíbrio alimentar, físico, emocional e espiritual. Educação Física pode e deve ser prática e teórica, em todo seu contexto e, como em todo tipo de educação, requer muito mais do que teorias maravilhosas, requer exemplos.

    Luciana Medeiros

    Graduada em Educação Física; pós-graduada em Fisiologia do Exercício; Mestranda em Atividade Física e Saúde na área de Biomecânica.