Revista Aprendizagem 8

Capa
Edição 8

Educação Inclusiva

ABarreiras, como preconceito e desconhecimento, ainda precisam ser vencidas para que a inclusão se torne direito de todos os alunos

A educação inclusiva teve início nos Estados Unidos, em 1975, por meio da Lei Pública 94.142. A partir dessa época, foi se concretizando e chegando a outros países, inclusive ao Brasil. Incluir na educação é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nas escolas. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas no ambiente escolar de modo que estas respondam àdiversidade dos alunos. Isabel Parolin afirma que a educação inclusiva “realmente oportuniza a aprendizagem da criança, independente do estilo de aprender que ela tenha desenvolvido. Muitos pensam, de forma equivocada, que inclusão escolar se refere apenas a crianças com déficits ou deficiências. Educação inclusiva é a educação para todos”.

O ensino inclusivo não deve ser confundido com a realidade de Carolina e Márcio, isto é: educação especial, a qual se apresenta em uma grande variedade de formas, incluindo escolas especiais, unidades pequenas e a integração das crianças com apoio especializado. O ensino especial é, desde sua origem, um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as suas necessidades não podem ser supridas nas escolas regulares. Sob outra perspectiva, a educação inclusiva é atenta à diversidade inerente à espécie humana e busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos/alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos.

“Em uma escola apta para as
diferenças, o educador valoriza
o que o indivíduo é capaz de
realizar na construção de seu
conhecimento e na superação de
suas diiculdades. Respeita o tempo
singular de cada aluno, onde as
notas não ocupam o palco das
intenções como forma de avaliar
a criança, e sim uma proposta
de avaliação que evidencia a
qualidade de aproveitamento do
aluno em um processo contínuo de
construção de conhecimento”

Expediente

    Diretores:

    Marcos Muniz Melo
    Luciana de Andrade Ribeiro Melo

    Editor Executivo:

    Marco Antonio Ferraz

    Editora Técnica:

    Sandra Bozza

    Editora Responsável:

    Patrícia Melo – DRT 4490

    Revisão:

    Marcelo Martins, Maria Bernadeth F. Koteski

    Colaboraram nesta edição

    Adriana Limaverde,
    Alessandra Wajnsztejn,
    Anahí Guedes de Mello,
    Carolina Rizzotto Schirmer,
    Celso Antunes,
    Claudia Lopes da Silva,
    Claudia Maffini Griboski,
    Claudia Pereira Dutra,
    Elizabet Dias de Sá,
    Geisa Letícia Kempfer Bock,
    Isabel Parolin,
    Júlio Furtado,
    Kátia Xavier,
    Mara Sartoretto,
    Maria Teresa Eglér Mantoan,
    Nívea Carvalho Fabrício,
    Patrícia Melo,
    Paulo de Tarso Monte Serrat,
    Rita Bersch,
    Rosângela Machado,
    Rubens Wajnsztejn,
    Simone A. C. Favaretto,
    Susana Graciela Pérez Barrera Pérez,
    Telma Pantâno,
    Vera Sicuro.

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    Editora Melo
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Sumário

    Sumário
Editorial
Edição 8

Caro Leitor

Pensar a educação inclusiva é mais do que debater sobre um atendimento escolar direcionado aos alunos com deficiência. É, sim, refletir sobre o direito à educação para todas as crianças, independente de suas peculiaridades.

A oitava edição da Revista Aprendizagem traz à tona esse tema – muito explorado atualmente, mas que ainda merece atenção e discussão por parte de toda sociedade: escola, família, governantes, educadores, profissionais da saúde e outros especialistas que muito têm a contribuir para que a inclusão escolar se torne uma realidade brasileira concreta.

Para abordar as diversas preocupações, a Revista procurou especialistas que explanaram com excelência diferentes assuntos nessa área, como a Interface entre Educação e Saúde, Formação de Professores, Políticas Públicas e Avaliação, entre outros.

Até breveDesejamos a todos uma boa leitura e que os conhecimentos aqui adquiridos sirvam como um estímulo à reflexão sobre educação inclusiva e, especialmente, façam você, EDUCADOR, perguntar o que é feito no seu cotidiano profissional para que isso saia do papel e se transforme em atitudes concretas, responsáveis e solidárias.

Até breve!

Marcos Muniz Melo
Luciana de Andrade Ribeiro Melo

Diretores

Gostaria de Saber

    Gostaria de Saber

    Como lidar com as crianças que apresentam manifestações homossexuais na escola?.

    Talita Rocca – Rio Grande do Sul

    Logo que nasce, a criança começa a ser “moldada” para conviver de acordo com a sociedade, cultura e família a que pertence.

    O papel sexual é a adaptação ou não do indivíduo aos valores sócioculturais que ele aprende através de “dicas” que recebe sobre como deve ou não se comportar, agir ou reagir, segundo o seu sexo.

    Entre os três e os seis anos, mais ou menos, ocorrem os chamados
    jogos sexuais (“brincar de médico”, “papai e mamãe”, ver a nudez dos outros, manipular órgãos sexuais, seus ou de seus colegas,
    etc.), nos quais as crianças, testando e experimentando os papéis sexuais, vão satisfazendo sua curiosidade sem danos físicos ou psíquicos. Os jogos sexuais, nem sempre bem compreendidos, são muito importantes para o desenvolvimento da sexualidade, da afetividade, da imagem corporal, capacidade de relacionamento e auto-imagem de nossas crianças.

    Repreender ou tentar educar as manifestações da sexualidade infantil na escola é algo comum entre os professores. No entanto, ao invés de colocar limites, numa linguagem clara, simples e direta, quanto ao comportamento esperado dentro do espaço escolar, muitas vezes eles transmitem mensagens de conotação negativa relacionadas à moral (feio, sujo, vergonhoso, homossexual, etc.). Essa atitude problematiza algo que faz parte do desenvolvimento normal e saudável da criança.

    Vera Sicuro.

    Psicóloga e Professora; Terapeuta familiar e sexual; Sócia Fundadora e ex-presidente da Associação Paranaense de Terapia Familiar (APrTF ).